terça-feira, 24 de junho de 2008

Um irmão para Luiza

Apesar das noites bem dormidas, da barriga já recuperada, do sexo retomado, dos choros menos frequentes e das birras diárias, penso em outro filho(a).

A certeza do cheiro de bebê em casa de novo, da possibilidade de nascer em casa, da barriga se movendo em ondas, do pai trocando orgulhoso as fraldas de cocô e aquela emoção de ver pelo USG um ser que vc ama mais não conhece me envolve e diz que poderíamos ter outro.

Por outro lado, o medo das noites sem dormir, do seio cheirando a leite, da barriga flácida na quarentena, da instabilidade emocional, do provavel cíume da Luiza, e da falta de liberdade para tomar banho, ir ao cinema ou dormir de conchinha quando o bebê nascer me apavora.

O poder supremo de dar uma nova pessoa ao mundo.
A responsabilidade que isso acarreta.


A nova geração de filhos educados sem palmadas.
Desenvolver paciência para isso ser possível.


Colocar meus filhos em escolas construtivistas para formar pensantes.
Bancar financeiramente a educação.


Fazer o enxoval.

Bancar o enxoval.

Fazer um parto domiciliar

Vencer o medo.

Aumentar a família.


Dar um irmão á Luiza, mais um neto aos avós, mais um sobrinho aos tios, mais um primo, mais um bisneto, mais um afilhado...Mais um filho amado aos pais.


Mas no final das contas é sempre mais, até os gastos, são "mais"...


Vou pensar mais um pouco se estou preparada para somar.

Um comentário:

Mari disse...

Linda e doce Luiza!
Linda e doce sua progenitora!

Parabéns pelas peripécias conjuntas da filhinha!
Apaixonei pelo blog e não pude deixar de deixar um recadinho!

Lindas de verdade! =]
Sucesso às duas


PS: tentei no orkut, mas acho que você não aceita recados de quem não está adicionado ;D