segunda-feira, 7 de julho de 2008

Luiza no Banheiro das Maravilhas

Chamei a pequena para tomar banho, desta vez ela veio na primeira, como não é de costume e também fechou a porta, o que também não é de costume.

Ouvi a porta fechar do outro quarto, meu coração acelerou e as pernas enfraqueceram...
Ela trancou, bem como meu coração avisou.

Eu dizia calmamente: "Abra a porta filha", "roda a chave"...
Ela calmamente respondia: Já vai...

Depois de 3 min repetindo a mesma coisa, um panico tomou conta do meu corpo.
Eu repetia, repetia e quase gritava: Filha roda a chave, você consegue!
Ela não respondia mais.

Por 1 min pensei que ela havia desmaiado, por outro pensei que ela estava em panico, depois pensei que ela havia se afogado no vaso.
Mil coisas se passaram na minha cabeça, nem vou citar todas para não virar comédia.

Decidi interfonar para o porteiro e perguntar se ele tinha algum telefone de cheveiro; Ele:
Não Dona, pode ser amanhã?
Eu: Minha filha esta presa no banheiro e eu estou sozinha aqui.

Ele: Aí complica.

Onde esta o cavalheirismo gente? A primeira coisa que eu faria seria me oferecer para ajudar!
Eu agradeci e desliguei...

Liguei para meu marido, ele disse que ligaria para a Porto Seguro...
Até a Porto Seguro chegar EU já morri aqui eu pensava...
Vou ligar para o Bombeiro...Será que Bombeiro faz isso? Até eles chegarem eu já morri 2 vezes!

Luiza balbuciou alguma coisa lá dentro, a essa altura eu não entendia mais nada...

Olhei bem pelo buraco da fechadura, a chave é fixa e vi uma fenda estrela, (nem sei se é assim que se chama), peguei uma faca para rodar, nada...Peguei a chave de fenda, muito grossa.
Vou descer até o chaveiro da esquina, pensei, já rezando para todos os Santos.

Lembrei da vizinha, meu sogro comentou que o marido é eletricista, ele deve ter uma chave menor, claro. Bati lá...
Ela atendeu, eu expliquei rapidamente, ela me deu a chave e disse pra eu tentar que ela procuraria outra.

Cheguei na porta com a habilidade de quem trabalha com chaves de fenda há seculos e abri a porta em 3 segundos.

Achei que ela ficaria com sindrome do panico, fobia, sei lá...

Mas ela só estava lá, sentada em cima do lixo, séria, de certo conversando com algum coelho fujão!

Chorei por 15 min ou mais, seguidos, ela me abraçava e dizia: Não chora Mamãe, não chora...

Minha mãe disse que há 24 anos átras uma garotinha sapeca também se trancou no banheiro...
Pois é, colhemos o que plantamos! ;-)

Um comentário:

Thaís Périco disse...

Nossa, meu coração disparou! Aconteceu comigo também! O Pedro se trancou não faz muito tempo não, ele mesmo abriu, mas eu cheguei a dar umas porradas na porta pra tentar abrir... aff que susto, tb fiquei péssima, ele chorava muito... tadinho!