Lindemberg Alves Fernandes, de 22 anos, responsabilizado pela morte da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, após cem horas de cativeiro, no ABC paulista.
Há pouco estava lendo um texto sobre a importância dos vinculos afetivos, e as consequências dos traumas infantis, um estudo mostrou que a maioria dos ditadores e assassinos sofreram algum trauma quando criança (agressões, humilhações físicas ou psicológicas).
Hitler por exemplo, sofreu vários traumas.
Obviamente que isso não os isenta da responsabilidade de acabar com uma vida, muito menos várias, mas fiquei aqui refletindo, digerindo o texto com uma dor no estômago.
No texto, afima: "Crianças que sofreram a ausência afetiva dos pais, da ausência de contato amoroso tem certas áreas de seu cérebro subdesenvolvidas." E aquelas que "sobrevivem" quase sem sequelas desta ausência de vínculo, sempre possuem uma pessoa amorosa como referência.
Ainda no texto (de Alice Miller) diz que o ódio é uma "conseqüência provável de uma antiga raiva e do desespero, mas, nunca como um sentimento conscientemente. É algo que se acumulou no corpo, no cérebro límbico" e que a "violência na infância produz adultos doentes e cruéis, isto é um fato cientificamente provado e aceito oficialmente pela Academia Americana de Pediatria em 1998"
Qual teria sido então a criação de Lindemberg? Como foram seus laços familiares?
E a Eloah? O que viu em Lindemberg?
Como uma moça tão linda e aparentemente confiante, se envolveu com um rapaz inseguro, desequilibrado e frágil? Qual a mensagem que seu inconsciente transmitia a respeito dele?
Para nascer adultos equilibrados precisamos parir nossa capacidade de amar, de impor limites com respeito, precisamos que as necessidades básicas das crianças sejam supridas e que os pais saibam diferencia-las de simples desejos infantis. Precisamos acima de tudo entender que tipo de comunicação temos com nossos filhos, quais mensagens enviamos com nossas atitudes.
Ahh Então a culpa é dos pais?
NÃO.
A culpa é nossa; Minha, sua e da sociedade.
Sociedade que ainda crê que as necessidades básicas da criança se resumem em comer, beber e dormir, longe dos pais de preferência, que acha que bater educa, que gritar impõe poder.
Sociedade que não sabe a diferença de respeito e medo, e como fruto da ignorância que cega, recebe pessoas que são capazes de matar ou que se submetem a morrer.
Quantas Eloah's nós educadores podemos salvar, e nem precisamos de atiradores de elite?
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2 comentários:
Muito legal sua reflexão Jen!
Em relacionamentos doentios os dois são vítimas, né...
Que a nossa sociedade acorde, textos como esse que vc citou podem ser um pinguinho no oceano mas faz a diferença!
Há propósito achei o endereço do seu blog lá na PR adorei!
Bjus
"...precisamos que as necessidades básicas das crianças sejam supridas e que os pais saibam diferencia-las de simples desejos infantis. Precisamos acima de tudo entender que tipo de comunicação temos com nossos filhos, quais mensagens enviamos com nossas atitudes."
Lindo!
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