sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Filho Meu

Esta postagem é uma participação do meu amigo Carlos Eduardo.

Tinha uma obsessão por ter filhos. Ele tinha até nome, que seria o mesmo do pai.

Cadú seria seu apelido. Imaginava eu ensinando-o a dar os primeiros chutes em uma bola. Ah sim, imaginava ele sendo jogador de futebol. Por que será que os pais vêem nos filhos a realização das suas frustrações?

Pode parecer engraçado, mas eu já era pai antes mesmo de ele nascer. Sua educação já estava toda planejada num cronograma imaginário. O que ele podia ou não fazer. Teria que ser tudo que eu não fui: educado, estudioso e bom filho. E tinha certeza que seria.

Imaginava ele a minha cara: gorduchinho, bochecha rosada e serelepe. Uma criança encantadora, tal qual minha mãe dizia que eu era.
Minha maior certeza, é que ele me adoraria, assim como a maioria das crianças.


Seria o amigo que não fui do meu pai. O pai que o meu não foi, e o filho que não fui! Sabe a uma reprise dos tempos, das gerações? Então, era a oportunidade que eu queria para traçar uma nova história na minha vida.

Tenho absoluta certeza, que meu pai, não foi o pai que eu queria, talvez por não ter tido o amor que desejava e tudo refletiu nas nossas vidas. Ninguém aprende a amar crescendo no meio de porrada, ninguém!

Como Deus não abre espaço para caprichos, e eu certamente não estava nenhum um pouco preparado para ser pai, fico aqui de Tio, Primo, Padrinho e amigo da criançada, mas ainda na esperança de encontrar você...FILHÃO!

Carlos Eduardo ou somente Dú como o chamamos é jornalista-publicitário, meu "cumpadre" e padrinho da Luiza.
Ele escreve sobre tudo, futebol inclusive, AQUI

Nenhum comentário: